terça-feira, 29 de outubro de 2013

Entre as coxas de uma estranha

No meio das coxas de uma estranha

   Estranho não consigo pensar nela na cama com outra pessoa, é cruel de mais comigo mesmo, mas mesmo assim lá estou eu trepando com meia dúzia de pessoas que provavelmente  eu jamais verei, lá estou eu bebendo mais do que deveria, fumando mais do que deveria, transando mais do que deveria.
   O simples pensamento dela fazendo metade das coisas que fiz desde que ela partiu é um suicídio lento e doloroso, maldito é estes pensamentos. Em pensar quão estranhos somos, como podemos fazer coisas e então criticamos ou nos martirizamos quando alguém que gostamos faz tais coisas, é como a traição, creio eu, ninguém quer ser traído, mas ainda assim tem pessoas que traem, não sei o nome disto, talvez seja hipocrisia, talvez apenas falta de vergonha na cara, quem se importa?
   Dói pensar que ela cedeu as investidas de um "amigo" e também foi se arrastar para ele, era obvio que eles se beijariam, odeio pensar nisto, prefiro pensar nos pássaros. 
    No fundo sei que essas transas casuais nada mais são do que uma tentativa inútil de preencher o vazio que ficou no peito, um vazio que a muito não me incomodava, mas que voltou quando ela partiu, talvez seja apenas isso que machuca, talvez eu não seja mais apaixonado por ela, mas sim pelo fato de ela completar este meu vazio.
    Dane-se vou afofar este sentimento com uísque barato e vinho ruim.... Com fumaça de cigarro também, é claro, por quê não?
    Eu também a trai, com uma garota que ela sequer conhece, não muda o fato, é traição! Mas por algum motivo a minha parece menos dolorosa que a dela, talvez porque ela fazia tudo na minha frente, na nossa casa, com meus amigos e familiares perto, lá estava ela com aquele shorts tão curto quanto uma calcinha rebolando aquela bunda enorme pra ele, discretamente, mas estava. Foda-se é passado, mas mesmo assim dói.
   Lembro-me de quando eu e ela éramos apaixonados, quando no domingo quando ela estava em casa logo que acordávamos tomávamos café da manhã juntos, sempre tinha pão de forma com passas, yorgut, pasta de avelã, depois eu levava o colchão até a sala e nos deitávamos, colocávamos um filme e começávamos a fazer AMOR, fazíamos até machucar, até não agüentarmos mais, e então a gente descansava, fumávamos um cigarro, descíamos até um mercado e comprávamos um lanche natural pra cada, ela nunca conseguia terminar e tínhamos que levar pra casa, então voltávamos. Trocávamos caricias, as vezes até tentávamos começar de novo, mas doía pra caralho.
   Céus como os apaixonados são tolos... felizes, mas tolos!
   Eu trocaria todas essas transas sem sentido pra ter apenas  um daqueles domingos de volta, talvez por saber que nada daquilo voltara eu estou perdido no meio das coxas de uma estranha.

domingo, 13 de outubro de 2013

Pessoas Descartáveis, apenas descartáveis

    Estava sofrendo mais uma vez daquela velha depressão que tem se tornado tão comum ultimamente e resolvi comprar algumas cervejas e me sentar em uma praça perto de casa, logo que achei um banco perfeito e escuro onde eu poderia em fim ter algum momento de paz em toda essa bagunça que se tornou minha vida, acendi um cigarro, abri a primeira cerveja e dei uma boa tragada.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Algumas músicas

   Bem em meu último post eu passava por aquela velha conhecida de quem tem TPB, e coloquei uma música no final do post, é uma música que sempre me ajuda a estabilizar o meu humor, a música é da banda alemã Sopor Aeternus, a vocalista Anna Varney é simplesmente um ser magnífico e enigmático, vou colocar aqui a letra e o vídeo novamente, também vou colocar aqui algumas músicas que me ajudam em determinados momentos.

Não é a falta de amor que me mata, é o excesso dele!

    Meu coração se despedaça a cada dia, a cada lembrança perdida dentro da minha mente, despertada por uma palavra, um filme, um gesto, qualquer coisa que me faça lembrar alguma delas, minha mente é como um cemitério onde eu tento enterrar todas as minhas memórias, mas toda a noite elas saem ainda mais fortes do que na noite anterior e eu tenho que lutar contra todas elas e coloca-las de volta pra dormir e então eu me sento e espero até que anoiteça e todas elas se levantem novamente.
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Borderline

    Agora finalmente sei o que tenho e poderei trata-lo da maneira correta, depois de todos os diagnósticos
errados... fiquei animado quando eu soube, mas agora já não estou mais, estou sentindo aquele velho vazio já conhecido de muito tempo crescendo dentro de mim, aquele pensamento já comum "E se for mais um erro?"... Estava empolgado com a possibilidade de finalmente me tratar, mas agora estou com medo e desconfiado, isso esta me corroendo por dentro.