Eu sei que vocês estão ai, como ratos escondidos, lendo aquilo que escrevo, tomando pequenos pedaços da minha alma, sei que vocês estão ai como abutres, esperando até eu me expor um pouco para lerem aquilo que eu escrevi, estão ai apenas se deliciando com minha carne fresca, fedendo a tabaco e álcool. Vamos apareçam, comentem, abram vossos peitos vocês também, deixe-me ver a carne maldita onde habita o coração, deixe-me ver que vocês sangram, deixe-me ver que vocês são mais do que os números que eu vejo, comentem, argumente... Quero ver esses rostos rosados e com cheiro de colônia de vocês. Acho uma troca justa, vocês levam parte da minha alma e eu levo um pedaço da de vocês comigo, me deixe saber que vocês tem opiniões, que vocês me entendem... ou não, quero saber que tem gente que lê aquilo que escrevo e se identifica, pensa "mas que merda, eu poderia ter escrito isso", vamos sinto o cheiro de vocês, venham, vamos brindar a uma vida vazia, vamos brindar a uma noite de insônia, vamos brindar um amor desgraçado, quero beijar a boca de vocês e dizer "Malditos sejamos todos nós amantes, malditos sejamos nós".
És uma mulher? um homem? talvez um casal? "venham, venham... o louco fala por nós, vejam como ele fala, vejam..."
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Cadeira de Balaço
Sento-me as duas da tardeEm uma cadeira de balanço,
Acendo um cigarro e dou uma longa baforada,
E nada de novo acontecerá.
Perdi tempo demais correndo atrás de mulheres,
Perdi tempo demais me masturbando,
Perdi tempo demais cagando,
E nada de novo acontecerá.
Minha boca pede um trago,
Talvez algo interessante aconteça,
Talvez eu dance pelado no jardim,
E os vizinhos chamem a policia.
Estou entediado demais,
Entediado demais pra me importar,
Entediado demais pra ver pessoas,
Entediado demais pra viver.
Me esforço pra levantar e comprar uma bebida,
Talvez algo interessante aconteça,
Talvez eu só fique bêbado
E entediado demais,
Sentado em uma cadeira de balanço,
Pensando em quão "merda" é a vida,
Mas tenho que tentar,
Tenho que tentar.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Brasília, minha dama, minha meretriz
Engraçado que eu só venha falar de Brasília agora que estou a dois dias de ir embora, mas eu tentei de todas as formas me comprometer a escrever sobre minha viagem, mas não sou o tipo de pessoa compromissada.Brasília começou bem, como eu previa que seria, cheguei no dia 4 e vi meus amigos, estive com pessoas que eu gosto, pude beber com amigos, conversar, matar uma saudade de mais de 2 anos, o que foi ótimo, estive com uma garota irmã gêmea de uma ex-namorada, ficamos, nos divertimos estava indo tudo bem, pude rever meus melhores amigos, estava indo tudo bem, fiquei bêbado, transei, ri, vomitei... Tudo como o planejado, porém de uma hora pra outra as coisas começaram a desmoronar, falei mais do que devia, magoei amigos, outros simplesmente se afastaram, nunca quis tanto estar em casa como eu quis estar a dois anos atrás quando eu morava em Brasília, a vida foi tornando-se monótona, tediosa, apenas pensamentos incompletos, o velho pensamento suicida, o exílio... O suicídio e o exílio eram as coisas boas, o tédio era horrível, o tédio era sufocante, não importava a onde eu estava ele sempre me perseguia.
Pra piorar ainda fiquei completamente sem dinheiro logo pelo dia 15, tive que ficar a merce das pessoas me emprestarem dinheiro, isso é horrível, não ter dinheiro, deixa o mais orgulhoso dos homens como um cão sentado abaixo da mesa esperando que as migalhas caíam para que ele possa comer, fiquei completamente por esse sentimento podre, se ao menos eu tivesse o uísque, não me importaria tanto, o uísque é uma benção, ele me matará, mas a gente pode morrer a qualquer momento, uma mulher ciumenta, um acidente de carro, uma comida estragada, podemos morrer a qualquer momento, mas o que importa de fato é a maneira, morrer pelo uísque me parecia uma ótima forma de morrer, uísque e cigarros... Mas não tinha grana pra ambos.
Pra piorar ainda fui roubado duas vezes, levaram meu celular e toda a merda de dinheiro que eu tinha, Malditos ladrões levaram até minha dignidade... Eu pretendia troca-la por uísque.
Meu natal passei com meus irmãos por parte de pai, eu não os conhecia até então, o que acabou por ser o meu melhor presente de natal, não que eu o comemore, mas já que os cristão roubaram tantos feriados durante as eras, porque eu sendo ateu não poderia desfrutar de um feriado "cristão"?
A passagem de ano´passei com amigos, e pela primeira vez em semanas eu estava me sentindo bem novamente. Bebemos, rimos, conversamos, nos abraçamos, foi de fato ótimo, algo revigorante pra mim, pude voltar pra casa menos puto da cara.Esse período em Brasília também acabou por ser um período de muita auto-reflexão, e de olhar parar as coisas, colocar ponto final em velhas histórias, deixar o egoísmo de lado e perceber quem nem sempre o que queremos é o que podemos e principalmente, devemos ter... Percebi o quão falho sou em tantas coisas, e como as vezes não consigo deixar certos sentimentos irem com o tempo, apenas os mascaro.... Alguém pergunta: "ta tudo bem?", "Sim claro, estou ótimo!" eu respondo, mascare tudo, minta, sinta essa merda e viva. Esqueça e viva.
Agora porém estou indo embora, poderei voltar a minha casa, voltar aos braços da pessoa que ultimamente vem roubando meus sentimentos, quero beija-la, abraça-la, quero fazer amor com ela. Quero esquecer por um tempo Brasília, quero esquecer que ela existe, preciso de um tempo para me recuperar dela, assim como sempre foi, preciso sentar numa cadeira, acender um cigarro, dar um trago num uísque ruim, completamente nu ao ar livre, e dizer: " Esta tudo bem, já passou, seu pequeno pedaço de merda, já passou, agora termina logo esse cigarro e vamos cagar"... Preciso disso, e depois de tudo quero me masturbar ao som de pássaros e tiros, ao perfume de escapamentos e merda, quero sentir Bragança Paulista novamente, sentir toda essa merda de São Paulo, sentir que faço parte disso novamente, arrumar um sub-emprego e me afogar na rotina, quero sentir essa merda de novo.
Brasília, Brasília, Brasília.... Minha vagabunda iluminada, minha musa, meu grande amor, meu refúgio e meu mártir, não quero beijar teus lábios tão cedo, mas você e eu sabemos que não resisto ao balançar do teu quadril e logo estarei me embrenhando por entre as sua buceta com cheiro de âmbar novamente, logo volto pros teus braços e quero neles morrer, o bêbado morto nos braços de sua dama, de sua meretriz, de sua grande paixão.
Um poema dela
Não sei porque diabos estou postando isso aqui, mas estive olhando as antigas coisas que eu fiz e por fim encontrei esse velho poema da minha ex-noiva, eu a fiz um e ela fez outro pra mim...
esse foi eu que escrevi para ela.
" Nem mesmo se eu falasse a língua de todas as terras,
Os sinos tocam quando você esta perto
esse foi eu que escrevi para ela.
" Nem mesmo se eu falasse a língua de todas as terras,
Ou se eu falasse a língua dos anjos,
Eu encontraria palavras para dizer-lhe cômoro sinto.
Pois mesmo Afrodite verteu lagrimas ao ver tua beleza,
E mesmo lucifer sentou-se para admirá-la.
E o tempo deixou de ser tempo,
Para ter tempo de te contemplar.
Nem Bach, nem Ludwig Van, nem Mozart
Escreveriam melodias mais lindas que sua voz.
Nem Michelangelo, nem Leonardo da vinci,
Pintariam algo tão belo quanto teu rosto.
Assim como Apolo se perdeu por Cassandra,
E me perco por ti.
E como um gigante sucumbe a pedrada,
Sucumbo para dizer 'eu te amo'"
- Versos a amada - Cyro Britto
Esse foi ela que escreveu
Os sinos tocam quando você esta perto
e o tempo corre apressado
grande invejoso do nosso carinho.
Para cada beijo seu tenho um suspiro guardado
essas lagrimas que você é obrigado a secar
são provas de que não posso deixa-lo
jamais.
Nada mais importa além de nós
não ah tristexza que machuque esse amor
nem magoa que afaste a alegria que tenho ao seu lado;
Porque é quando me entrego
ao seu abraço que eu voo alto
e mesmo se eu tentasse pousar
já estou perdida em seu olhar.
ps: num tem nome mesmo
Queria saber onde foi parar esse sentimento, queria saber onde foi parar... Engraçado não? as pessoas mudam constantemente, mudam a aparência, mudam a atitude, mudam o sentimento... Porque apenas eu não mudo? porque tenho que lembrar? gostar? é doloroso e tedioso pensar nisso, vou pra algum bar.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Somos todos escravos
Somos todos escravos,
Somos escravos de nossas metes primitivas,
somos escravos de nossos medos, somos escravos da vida.
Somos todos escravos,
E escravos seremos até não mais julgarmos a idoneidade de uma pessoa
Por sua cor, gostos, crença e costume,
Até que passemos a enxergar o mundo com mais humildade.
Somos todos escravos,
Escravos de nossas mentes primitivas,
A nossa liberdade é uma jornada árdua,
Pois teremos que lutar contra nossas próprios preconceitos,
Somos todos escravos,
Somos nossos próprios escravistas.
Somos escravos de nossas metes primitivas,
somos escravos de nossos medos, somos escravos da vida.
Somos todos escravos,
E escravos seremos até não mais julgarmos a idoneidade de uma pessoa
Por sua cor, gostos, crença e costume,
Até que passemos a enxergar o mundo com mais humildade.
Somos todos escravos,
Escravos de nossas mentes primitivas,
A nossa liberdade é uma jornada árdua,
Pois teremos que lutar contra nossas próprios preconceitos,
Somos todos escravos,
Somos nossos próprios escravistas.
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