Faz muito tempo desde a ultima vez em que postei algo nesse blog, embora eu tenha me sentado a frente do computador várias vezes na intenção de escrever algo, em "exorcizar" aquilo que esta dentro, mas me peguei pensando se havia algum sentido, se era realmente expondo a minha vida aqui que eu conseguiria sair do mesmo lugar ou mesmo me sentir melhor, afinal, será que as pessoas que lessem o blog realmente tem necessidade de saber algo sobre mim? Saber o que sou, o que anda acontecendo comigo, todos os meus pensamentos e anseios? Até o presente momento a resposta era clara: Não! Não mereciam saber sobre mim, pra mim despejar sobre a minha "não vida" aqui era um sinal claro de fraqueza, de não conseguir lutar contra os meus demônios, como se eu estivesse desesperadamente implorando por ajuda, por piedade, ou coisa parecia.
Foi então que a alguns minutos atrás enquanto estava fumando e tomando um copo com café que voltei a refletir sobre a minha real necessidade de manter esse blog, de me expressar aqui. Percebi então que eu tenho uma estranha necessidade de desabafar com alguém as vezes, de poder me abrir e descarregar o que sinto para eu conseguir me encher de pensamentos idiotas novamente, mas como tenho uma certa dificuldade em falar com as pessoas (meio que um mecanismo de defesa eu acredito), notei que ao desabafar aqui eu não estava necessariamente contando sobre a minha vida com alguém em especifico, mas que era como se eu estivesse, acho que a possibilidade de alguém poder ler aquilo que aqui escrevo fazia com que eu não fosse até alguém e despejasse uma tonelada de coisas. Isso não faz parecer menos miserável o que faço, mas ainda assim creio que tudo isso seja pra mim como uma forma de terapia, ainda mais agora que já se fazem quase um ano que não tomo os remédios para controle de humor, ansiedade e outras coisas.
Mas vamos a aquilo que realmente (não)importa.
Minha vida anda completamente parada, me sinto como uma parede de um velho casarão, vejo as pessoas passando, evoluindo, crescendo, enquanto eu continuo aqui parado, mesmo que eu tente de alguma forma mudar no fim das contas acabo desistindo, me decepcionando comigo mesmo por ser tão fraco.
Estou namorando uma mulher incrível, e a muito tempo eu não sentia o que sinto por ela, essa vontade de querer estar perto, simplesmente amo tudo nela, desde os olhos, sorriso, cabelo, voz até suas demonstrações quase infantis de afeto e carinho, estamos juntos a quase 8 meses, o que é o segundo maios tempo que já passei com alguém, afinal se formos contar com o tempo em que estávamos apenas ficando ou mesmo como amigos isso totaliza quase 11 meses, e durante esse período nós passamos por altos e baixos realmente fortes, e tenho que admitir que na maioria das vezes foram por cagadas minhas, que acabava por por a prova se o amor que ela dizia sentir por mim era real, claro que isso não era o suficiente, ela sempre ficava ao meu lado e mesmo assim eu continuava (continuo) colocando esse amor a prova, simplesmente não entendo o porque dela ainda estar comigo, acho improvável que ela, com todas as suas qualidades fosse ficar com alguém como eu, com todos os meus defeitos.
Não vou dar uma de romântico cego e dizer que não vejo defeitos nela, ela tem um mal humor que chega a contagiar, além de atitudes que por vezes justificam essa minha insegurança sobre o que ela realmente sente por mim, como me deixar sozinho em uma praça por eu ter caído no sono, ou mesmo não demonstrar que deseja estar comigo quando o que eu mais queria era estar ao lado dela, a tantas coisas, mas quem no fim das contas é perfeito? Ainda mais aos meus olhos que tendem a ver tristeza e desprezo em tudo.
Queria ser mais detalhado sobre a minha relação com ela, mas nesse exato momento eu não estou tão afim... Sei que o que sinto por ela é algo forte demais e por vezes não sei se consigo expressar isso da forma certa, afinal ela diz não acreditar quando digo que a amo, isso me deixa chateado pois faz crescer ainda mais esse sentimento de que eu não sou bom pra ela, de que ela vai acabar achando alguém que realmente desperte nela aquilo que ao meu ver ela deve ter sentido por mim. O fato de eu estar desempregado e estagnado em minha vida enquanto ela cresce e cresce cada vez mais como pessoa também me fazem pensar nessas coisas, me sinto tão pequeno perto das pessoas que a cercão todos os dias, me sinto minúsculo, queria não me sentir, mas infelizmente não consigo, sou possessivo e ciumento em escalas que eu jamais cheguei a sentir para com outra pessoa, claro que tudo é reflexo da minha insegurança, do meu medo constante de perde-la, ela tem o dom de me completar enquanto estamos juntos, mesmo que por vezes ela faça com que eu me sinta sozinho mesmo quando estamos dividindo o mesmo ambiente, sinto medo daquele vazio que me aguarda dentro de meu peito....
Sou tão patético as vezes... Tão pequeno... Insignificante...
Não bebo de verdade a algumas semanas, graças a ela, pois ela acreditava que eu era alcoólatra e não queria que eu bebesse mais, de vez em quando, enquanto ela esta por perto ela me deixa tomar uma cerveja ou duas, não muito mais do que isso, e pra ser honesto ultimamente ela tem bebido bem mais do que eu, o que me deixa triste, mas não creio que ela se importa, ela mesmo deixou claro que não vai mudar.
O cigarro também caiu pra menos da metade, outra coisa que ela mudou em mim, não que eu tenha diminuído por conta de uma imposição dela, mas é que enquanto estou fedendo a cigarro ela não me deixa encostar nela então mesmo que as vezes eu tenha uma vontade incontrolável de acender um cigarro, eu paro e vejo que prefiro ficar ao lado dela, tocando nela... Era uma questão de princípios.... Eu creio.
Queria não ficar falando de nós dois, não ainda... Talvez não com o sentimento que estou neste exato momento.... Mas falarei em algum momento, mas não farei como fiz certa vez e falar apenas daquilo que ela faz que me afeta de uma forma ruim, quero falar dos momentos bons que temos e que tivemos.
Isso já esta enorme... Acho melhor parar por aqui.
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